domingo, 26 de julho de 2009

la verdad.

sábado, 25 de julho de 2009

sob cada milímetro.

E o mínimo que faço
sob cada pele
e milímetro meu
é querer fazer
sentido
ao lado seu.

vi aqui, e veio daqui. o primeiro é daqueles lugares que você não sabe por que visita tão pouco, se gosta tanto...

passarinho.

francisco já quis um elefante, e um macaco, mas logo desistiu. pediu um gato, um cachorro, um hamster, e a resposta foi a mesma: não, não, mil vezes não.

moramos em apartamento, esse bicho faz muita sujeira, quem vai levá-lo para passear, eu? - dizia a mãe - além do mais, você sabe que meu negócio é planta.

- mas, mãe...
- não. pode peixe, se você tomar conta.
- peixe, não.
- é, peixe não - pela primeira vez se pronuncia o pai. peixe não tem graça.
- passarinho pode?
- sim! não! - ouviu-se ao mesmo tempo. sim pelo pai, não pela mãe.

então, sim. primeiro, francisco ganhou uma arara, que fugiu, a sem-vergonha (descobriu-se que morrera envenenada), e depois o canarinho, que não fugiu nem foi assassinado, mas acabou morrendo de tristeza.

seguindo os passos do canário, o menino parou de cantar, e foi morrendo. afinal, era ele só em casa e aquela ideia fixa na cabeça. não tinha irmãos nem nada, e não pedia. ele queria mesmo os bichinhos.

até que, cansados de tanto sofrimento, pai e mãe resolveram mandar francisco para a chácara da avó. lá ele teria um zoológico se quisesse, e dona amália gostava tanto do moleque que nem se importaria. ficou combinado então que o visitariam aos finais de semana. quanto à escola, não havia porque se preocupar; francisco não daria trabalho algum.

passou o tempo, e apareceram uma gata, a sofia, dois cachorros, capitão e rosana, e um não-sei-mais-o-quê de tanto bicho. o menino enfim estava feliz com aquela vidinha de natureza do lado da avó.

abril, junho, agosto, outubro. havia duas semanas pai e mãe não viam o filho. e na chácara vieram os sonhos, a preocupação da avó. até sofia, que não entendia do mundo nem nada, parecia estar pressentindo alguma coisa.

quarta-feira, o telefone tocou. "a mamãe quer vê-lo, meu filho", disse o pai. ele foi.

- querido, a mamãe está muito doente. você sabe que a gente vai para o céu depois que morre, não sabe? pois é, por isso, não se preocupe comigo, que eu estarei sempre aqui com você, está bem? dê-me um abraço.

- mas, mãe...
- não.

dor, velório, enterro. o menino voltou para casa. rezou e dormiu.

era manhã na quinta-feira. francisco acordou assustado ao ver uma rolinha pousada sobre sua janela. ela então começou a conversar com o menino naquela língua em que as rolinhas se comunicam.

passado o susto, ele entendeu: mamãe tinha virado passarinho. justo ela, que nem gostava tanto de bicho.

(acct, 2001)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

ficam os dedos.

desde as antigas aulas de microbiologia no segundo ano de colégio técnico não uso mais anéis. com meus dedos finos e minha cabeça oca, nunca foi fácil montar uma coleção muito grande. isso porque, ou eu não conseguia comprá-los (os anéis mais bonitos nunca me couberam), ou os que eu tinha, acabava perdendo nessa vida de tira-para-a-aula-põe-de-volta-tira-para-aula-etc.

fato é que sinto muita falta desses enfeites, e das lembranças que cada um traz consigo, e da possibilidade de se ter um brinquedo sempre à mão, para fazer passar o tempo mais rápido (sou só eu que tenho mania de girar o anel enquanto no dedo?).

quando conheci o trabalho da adriana delphino, bem, ai, não sei explicar o quanto gostei dos anéis. mas veja: não tenho razão de gostar?

DSC02996

anel de nuvem da Ivanize

anéis laços

anel botão

anéis nó

os monstros do armário.

eu tenho medo do monstro do armário. não me pergunte porque, mas não consigo mesmo dormir com a porta do guarda-roupa aberta.

mas a martha, que eu acho que não tem medo de quase nada, quando acorda antes de mim, sai de casa e deixa todas as portas do armário abertas. eu acordo e faço - ah! meio sem ar, procurando onde os safados estão para tentar me assustar.

daí eu termino de acordar e fica tudo bem.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

pontos de vista.



(de onde?)

ai que ideia mais legal

things we forget

porque a gente esquece mesmo! sempre bom ter alguém para nos lembrar.

disse mesmo, e concordo comigo.

- a gente já divide tanta coisa nesta casa, acho justo que cada uma tenha sua própria loucura.

(e para quem não sabe: é quase punk morar em seis mulheres num apartamento de um banheiro só. por isso a gente precisa ser egoísta de vez em quando - nem que seja na doidice)

amizade.

amizade é não ter nada em comum, mesmo!

veio por email de uma amiga querida, que não mora mais comigo, mas porque eu sou muito legal deixo ela morar dentro de mim (beijos, re!).




















quarta-feira, 22 de julho de 2009

tristeza.

tristeza(...)é quando a cabeça não tem fome de nada, saciada no silêncio.

silmara franco, aqui

(sim, são definições bonitas para palavras feias. e eu gosto do que é bonito, mesmo quando é também feio, que vou fazer?)

solidão.

solidão é ter um cisco no olho e ninguém pra assoprar.

renata, daqui.

hoje, no almoço

raquel e eu almoçando hoje. ela me contou que tem uma amiga que não suporta carne, a ponto de ter nojo.

me lembrei do dupla, que não passa travessa de salada para outra pessoa na mesa, não usa talher que tocou em algum legume e por aí vai.

seria um encontro muito interessante na cozinha estes dois.

domingo, 12 de julho de 2009

não é à toa.



adoro este lugar

why don´t you like me?



say what you want to satisfy yourself
but you only want what everybody else says you should want...
you want...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Indeed!


Indeed!, originally uploaded by ClaraCharlotte.

e enquanto eu procurava uma foto para a outra postagem...



imagem

achei essa. que eu também achei linda. e condizente com o sentimento. guardei.

sem proteção.


Trapeze, originally uploaded by slack12.

eu tenho a impressão de que a minha vida toda foi equilibrar sem rede embaixo. sabe, sempre com muito incentivo, mas nunca com algum apoio.

a vontade que dá é ter um dia para poder pular, saltar, rodopiar sem medo de cair, sem cautela, sem preocupação, só pela alegria de poder errar. mas na verdade ai, tem dias que só o peso da infalibilidade já é o suficiente para não querer levantar da cama.

terça-feira, 7 de julho de 2009

vergonha alheia.

eu só fui conhecer a expressão depois de grande, mas o sentimento é conhecido de longa data.

sabe aquele constrangimento por uma situação causada por outro? e que, na verdade, de uma forma bem racional, nem te afeta? pois é, vergonha alheia me mata, e eu fico mais arrependida do que quando sou eu que dou o vexame.

pesadelo.

eu passei a noite toda sonhando com as notas das provas que ainda não saíram.

no pesadelo, o professor me reprovava porque minha nota era "só" 5,2. eu me lamentava, e todo mundo em volta lamentava comigo: "ah, que pena, 5,2..."

mas droga, a média é 5,0! perder a noite inteira com um sonhozinho chinfrim desses?

ai, minhas olheiras.

PS: a propósito, estou oficialmente passada. 5,2 nada! pega meu 7,8!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

tudo parado.

anda fraco o movimento aqui dentro desta cabeça, que tem sido muito exigida para cálculos matemáticos e emprego de fórmulas para resolução de problemas escolares...

mas eu volto, e espero ainda encontrar alguém por aqui quando chegar o dia. quando eu chegar de volta nesse dia.

beijos

ac

quarta-feira, 1 de julho de 2009

telefone sem fio.

brincadeirinha ótima do google tradutor. vi aqui.

Português:
O poeta é um fingidor, finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.

Português para espanhol:
El poeta es un simulador, pretendiendo como plenamente al pretender que el dolor es el dolor que realmente siente.

Espanhol para finlandês:
Runoilija on simulaattori, teeskentelee olevansa täysin teeskennellä, että kipu on kipu, joka todella tuntuu.

Finlandês para húngaro:
A költő egy szimulátor, úgy tett, mintha teljesen úgy, hogy a fájdalom a fájdalom, hogy nagyon fáj.

Húngaro para polonês: Poeta w symulatorze, była pełna, więc, że ból ból że naprawdę boli.

Polonês para alemão:
Poet im Simulator, es war voll, so dass die Magenschmerzen, die wirklich weh tut.

Alemão para inglês: Poet in the simulator, it was full, so that the stomach pain that really hurts.

Inglês para português: Poeta no simulador, ele estava cheio, de modo que o estômago dor que dói mesmo.

battleship for beldos.


um clássico reinventado. a-do-ra-va batalha naval.

vi aqui. veio daqui.

oito de julho.



Link: noquedanblogs