sexta-feira, 30 de novembro de 2007

frases célebres - 3

estudando para a prova, achei no caderno.
 
- "os gelados comestíveis representam um equilíbrio de 3 fases (água, ar, gordura) duramente conquistado durante o processamento..."
 
- "a legislação (de alimentos) reflete uma correlação de forças na sociedade."
 
- "a gente não tem inverno no Brasil; tem frente fria."
 
- (no processo de homogeneização do leite, engenheiros) "o segundo cabeçote é igual à polícia em dia de manifestação: dá uma cacetada e dispersa todo mundo."
 
- "a umidade no Pará é tão grande, que peixe lá não nada, voa!"
 
todas do mesmo autor

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Joãozinho

Veio por email, do Grande.
E é óbvio, conteúdo impróprio!

A professora pergunta para Joãozinho:
- Qual será sua profissão Joãozinho?
- Vou ser Engenheiro!
- O que o Engenheiro faz?
- Bebe cerveja, anda de moto e come a mulherada...
- Joãozinho! Vá agora mesmo para diretoria!
Depois de um bate-papo com a diretora Joãozinho vai para casa e sua mãe pergunta:
- Porque chegou mais cedo meu filho?
- Porque eu falei que vou ser Engenheiro.. .
- O que o Engenheiro faz?
- Bebe cerveja, anda de moto e come a mulherada...
- Joãozinho! Vá para o quarto agora!
Joãozinho fica de castigo, pensa, pensa e volta para falar com a mãe.
- Mãe... então vou ser Engenheiro Júnior!
- O que o Engenheiro Júnior faz?
- Toma guaraná, anda de bicicleta, e bate punheta!

Os Três Porquinhos (por um pai engenheiro)

veio por email, da Re.
Como ela bem disse, comprido, mas vale a pena!

Meu Filho, era uma vez tres porquinhos ( P1, P2 e P3) e um Lobo Mau, por definiçao,
LM, que vivia os atormentando.
P1 era sabido e fazia Engenharia Elétrica e já era formado em Engenharia Civil. P2 era arquiteto e vivia em fúteis devaneios estéticos absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos. P3 fazia Comunicaçao e Expressao Visual na ECA.

LM, na Escala Oficial da ABNT, para mediçao da Maldade (EOMM) era Mau nível 8,75
(arredondando a partir da 3a casa decimal para cima). LM também era um mega-investidor imobiliário sem escrúpulos e cobiçava a propriedade que pertencia aos Pn (onde "n" é um número natural e varia entre 1 e 3), visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuraçao topográfica, localizado próximo a Granja Viana.

Mas nesse promissor perímetro P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos. Já P2 montou
uma casa de blocos articulados feitos de mogno que mais parecia um castelo lego
tresloucado. Enquanto P3 planejou no Autocad e montou ele mesmo, com barbantes e
isopor como fundamentos, uma cabana de palha com teto solar, e achava aquilo "o
máximo".

Um dia, LM foi ate a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3:
- " Uahahhahaha, corra, P3, pq vou gritar, e vou gritar e chamar o Conselho de
Engenharia e Construçao Civil para denunciar sua casa de palha projetada por um
formando em Comunicaçao e Expressao Visual! "

Ao que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegou lá os fiscais do Conselho
já haviam posto tudo abaixo. Entao P3 correu para a casa de P2. Mas quando chegou lá, encontrou LM a porta, batendo com força e gritando: - "Abra essa porta, P2, ou vou gritar, gritar e gritar e chamar o GreenPeace, para denunciar que voce usou madeira nobre de áreas nao-reflorestadas e areia de praia para misturar no cimento."
Antes que P2 alcançasse a porta, esta foi posta a baixo por uma multidao ensandecida
de eco-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam os destroços,
pixando e entoando palavras de ordem.

Ao que segue P3 e P2 correm para a casa de P1. Quando chegaram na casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada.
P1: O que houve?
P2: LM, lobo mau por definiçao, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos.
P3: Nao temos para onde ir. E agora, que eu farei? Sou apenas um formando em
Comunicaçao e Expressao Visual!
Tum-tum-tum-tum-tuuummm!!!! (isto é somente uma simulaçao de batidas a porta, meu
filho! o Som correto nao é esse)
LM: P1, abra essa porta e assine este contrato de transferencia de posse de imóvel,
ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do Conselho de Engenharia em cima de
vc!!!

Como P1 nao abria (apesar da insistencia covarde do porco arquiteto e do...do...
"comunicador e expressivo visual") LM chamou os fiscais, e estes fizeram testes de robustez do projeto, inspeçoes sanitárias, projeçoes geomorfológicas, exames de agentes físico-estressores, cálculos com muitas integrais, matrizes, e geometria analítica avançada, e nada acharam de errado. Entao LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o GreenPeace, mas todo o projeto e implementaçao da casa de P1 era
ecologicamente correta.

Cansado e esbaforido, o vilao lupino resolveu agir de forma irracional (porém
super-comum nos contos de fada ): ele pessoalmente escalou a casa de P1 pela parede,
subiu ate a chaminé e resolveu entrar por esta, para invadir. Mas quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado por P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma catapulta que impulsionou com uma força de 33.300 N ( Newtons) LM para cima.

Este subiu aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade chegou a zero, a 200 metros do chao.

Agora, meu filho, antes que voce pegue num repousar gostoso e o papai te cubra com
este edredom macio e quente, admitindo que a gravidade vale 9,8m/s2 e que um lobo adulto médio pese 60kg, calcule:

a) o deslocamento no eixo "x", tomando como referencial a chaminé.
b) a velocidade de queda de LM quando este tocou o chao e
c) o susto que o Lobo Mau tomou, num gráfico logico que varia do 0 (repouso) ao 9 (ataque histérico ).

Eu sei, mas não devia

E se recordar também é viver...
Diretamente do livro de interpretação de texto da 8ª série.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em um apartamento de fundos e não ver outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender a luz mais cedo. E à medida que e acostuma, se esquece do sol, esquece do ar, esquece da amplidão.
A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo de viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já e noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e ler sobre a guerra. E a aceitar a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja um número para os mortos. Não aceitando a negociação de paz, aceita ler todos os dias sobre a guerra, seus números e sua longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ver artigos. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtores de consumo.
A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá. Se o cinema está cheio, a gente torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que se fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não ralar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma, para evitar feridas e sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e que se gasta de tanto acostumar. Se perde em si mesma.
A gente se acostuma a ser acostumado.
- marina colasanti

conselho do dia

respeitar as coisas pequenas. as grandes impõem respeito por si mesmas.
- inácio larragaña

domingo, 25 de novembro de 2007

frases célebres - 2

o que acontece quando a gente tenta ser espirituoso...
 
- "nem açaí, nem ´açalá´..."
- "gente, caramelização e maillard são a mesma coisa..." posso perguntar, engenheiros?
- "a não ser que no intestino, em vez de solitária, você tenha uma comunitária..."
 
todas do mesmo autor.
 

frases célebres

não disse que eu adoro anotar as frases?
achei umas no caderno, estudando para as provas de amanhã.
 
- "o peixe não respira o oxigênio da molécula da água",
r.
- "é pessoal... ser gente grande é uma barra!",
m.

residuárias, bia!

gráfico p. 135
gráfico p. 137
gráfico p. 151
gráfico p. 171
gráfico p. 172
 
foi o que eu anotei em aula. ; )

sábado, 24 de novembro de 2007

as citações do quadro branco

no meu quadro branco, anoto as palavras de muita gente. pela lição de vida, pela piadinha, ou pelo conselho.
adoro frases, trechos de artes, e citações. mais ainda guardá-las.
e para fazer jus a este meu novo espaço, quando apagar alguma de lá, corro para marcar aqui.
 
e para o primeiro passo:
"would you tell me, please, which way I ought to go from here?"
"that depends a good deal on where you want to get to," said the cat.
 - lewis carrol, alice in wonderlands
 

a vaca, o homem e o engenheiro de alimentos

  e então, Deus criou a vaca, o homem e o engenheiro de alimentos.
 logo no primeiro dia, o homem percebeu que a vaca dava leite e resolveu provar. gostou.
  o engenheiro de alimentos, sempre atento às tendências do mercado, pegou o leite e pasteurizou, ultrapasteurizou, pôs mais água e soro, e inventou a bebida láctea sabor original.
  no segundo dia, o homem pegou o leite e fez requeijão. o engenheiro de alimentos, atendendo a política de maximização de lucros, fez requeijão cremoso, e requeijão cremoso adicionado de amido e outros ingredientes não lácteos.
  no terceiro dia, o homem pensou em fazer queijo. antes dele, o engenheiro fez queijo de massa cozida, queijo ralado e queijo ralado em pó.
  no quarto dia, o homem pôs açúcar no leite e inventou o doce de leite. dez minutos depois, o engenheiro de alimentos lançou em cadeia nacional a propaganda da linha Doce Doce, de doce de leite cremoso e sobremesas sabor a doce de leite.
  no quinto dia, o homem bateu o creme do leite, pôs sal e inventou a manteiga. o engenheiro de alimentos, acostumado a vencer grandes desafios tecnológicos, fabricou a margarina, e logo depois: que maravilha! creme vegetal com aroma idêntico ao natural de manteiga.
  o homem se cansou de tanta perseguição e passou a noite rezando para Deus, pedindo um fim para essa situação.
  no sexto dia, Ele, em manobra de risco e sabedoria, desapareceu com o homem e com o engenheiro de alimentos da face da Terra.
  no sétimo dia, descansou em paz. a vaca, que não estragou criação de ninguém nem falava mal de qualquer coisa, foi poupada. almoçou bastante capim, e foi feliz para sempre.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

a autora

já quis ser dentista, professora, e escritora. hoje estuda engenharia. curiosa, se interessa por tudo, e acha que sabe de tudo um pouco.

de lua, levemente ácida, levemente pessimista em relação à vida (muito duro ser engenheira, e realista...).

coleciona saleiros, chaveiros, e um dia ainda vai montar um conjunto de louças coloridas.

tem um outro blog, porta amarela, onde edita só o seu lado mais suave.

diariamente, inclina a cabeça de lado e dá uma batidinha bem em cima do ouvido. se alguma coisa cai de dentro, é registrada neste blog a título de recordação, e depois jogada longe. isto desobriga a memória, aguça os sentidos, e vai aos poucos organizando tudo aquilo que ainda que não pulou para fora. nessas cabeças, hoje em dia, falta muito espaço...

ana claudia c tahara
pequenademais@gmail.com

conselho do dia

vá almoçar!